O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, divulgou na tarde de ontem os dados referentes a 2011 sobre a avaliação anual dos cursos e instituições de ensino superior do Brasil. O chamado Índice Geral de Cursos (IGC) analisa aspectos estruturais da faculdade, do corpo docente (a nota sobe de acordo com o maior número de mestrandos e doutorandos) e as notas do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).

O Ministério da Educação (MEC) estabelece uma escala que vai de 1 a 5, em que os cursos que obtiverem conceitos 1 e 2 são considerados insuficientes dentro dos parâmetros. Os pesos dos componentes sofreram alterações para a avaliação da formação do índice. A estrutura do curso passou a ter maior peso que a o desempenho de estudantes do Enade, por exemplo.

O número total de instituições avaliadas foi de 2.136. Dessas, nove ganharam o conceito mais baixo (1). Outras 568 ficaram abaixo da média, com o valor do conceito 2, somando cerca de 27% do total. Apenas 27 instituições alcançaram o conceito máximo (5).

Em Goiás, as instituições melhores avaliadas foram a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o Instituto Federal de Goiás (IFG), ambos alcançaram o conceito 4 na tabela. A Universidade Estadual de Goiás (UEG) e a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) receberam conceito 3.

Instituições reprovadas serão severamente punidas, diz ministro Aloizio Mercadante

Um terço das faculdades brasileiras foi reprovado em avaliação do Ministério da Educação (MEC). Elas obtiveram nota 1 ou 2, consideradas insuficientes, no Índice Geral de Cursos (IGC). Numa escala de 1 a 5, das 1.516 faculdades avaliadas no País, 531 conseguiram apenas 1 (sofrível) ou 2 (ruim), a maior parte delas privadas. Se forem consideradas apenas aquelas com conceitos 4 e 5, elas somam 95.

A nota máxima, 5, foi alcançada por somente 16 faculdades, todas da Região Sudeste. A primeira da lista, é a Escola Brasileira de Economia e Finanças, uma instituição particular do Rio de Janeiro. A pública melhor classificada é o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, o ITA.

O IGC das instituições é composto pela nota dos estudantes concluintes do curso no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), equivalente a 30%, pela titulação dos professores e seu regime laboral (vale 15%) e pelos índices de infraestrutura e organização didático-pedagógica da instituição, também 15%.

O ministro Aloizio Mercadante informou que as instituições reprovadas serão severamente punidas com um conjunto de medidas a ser anunciado na próxima semana. "Não queremos que nossos alunos estudem nessas instituições", afirmou. Ele não quis antecipar as punições, mas disse que serão respeitados o processo legal e o amplo direito de defesa de cada uma.

Pelas normas vigentes, já está definido que essas instituições e cursos ficarão fora dos programas de financiamento público aos alunos, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Quando se consideram apenas as universidades, a situação é melhor. Das 226 avaliadas, apenas 5% receberam nota 2. Não houve conceito 1.

São Paulo

Das 30 instituições brasileiras de ensino superior com melhores resultados no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2011, quase a metade se concentra no Estado de São Paulo. Entre as 13 unidades com o conceito 5 – o máximo em uma escala que começa por 1 –, sete são instituições públicas e seis são privadas. A faculdade particular de odontologia São Leopoldo Mandic, localizada na capital e com unidades em outras cidades, incluindo Campinas, foi a mais bem colocada no Enade. Seu índice atingiu 4,66.

O grande destaque ficou para a Universidade Federal do ABC, que fica logo atrás do ITA, entre as públicas. Se São Paulo se destaca no quadro das melhores, quatro outras instituições do Estado aparecem no ranking das piores no Enade 2011. A Faculdade Brasília de São Paulo (Fabrasp) considerada a pior do Estado também é a pior do País. Seu IGC contínuo é de 0,39.

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