Eu, Cidadão
coluna jornalística

Um contrato para a construção de uma fábrica de cimento ao redor do município de Formosa (GO) é iminente, negociações se iniciaram com a administração do antigo gestor e está se consolidando na administração de Itamar Barreto.


Divulgação/Facebook/Pref Mun Formosa

Ontem (25), Itamar Barreto juntamente com Argentina receberam a alta cúpula da CPX Cimentos. Na ocasião foi entregue a planta da construção da indústria de cimentos.

Em uma região tão carente de empregos e falta de receitas para o município, a viabilidade para uma fábrica grande e com alta capacidade de produção será primordial a população.

Como em várias capitais brasileiras a indústria do cimento gera receitas e emprego mas causa danos ambientais, sociais e deixa rastros caso não se faça um planejamento responsável e sustentável.

Com o crescimento da construção civil no Brasil, Goiás está recebendo grandes investimentos para construção das fábricas de cimento, como a Votorantim que está construindo em Goiás, a maior e mais moderna fábrica de cimento da América Latina.

Investimento
Em Formosa, a CPX Cimentos irá investir R$ 450 milhões e contará com 2 mil empregos diretos entre 2013 a 2015.

Estudos realizados por pesquisadoras da UnB apontou várias fragilidades em fábricas de cimento.
Confira fragmento da conclusão, o texto completo encontra-se aqui
Conforme destacado, a indústria cimenteira é fonte poluidora e por sua vez geradora de
impactos à saúde. Seus impactos no meio ambiente vão desde a contaminação do ar, na ritagem da pedra calcária, até o ensacamento do produto final. Pode-se afirmar que uma fábrica de cimento polui praticamente ao longo de todo seu processo industrial. A fina poeira, repleta de óxidos químicos, pode produzir doenças pulmonares graves, além da irritação dos olhos, ouvidos e fossas nasais. Nas proximidades das unidades industriais, e também
intramuros, entre os trabalhadores do setor, são bastante conhecidos os variados problemas de saúde. Depreende-se que as questões de saúde resultantes do processo produtivo do cimento são relevantes e causam impactos sociais negativos nas regiões atingidas. As plantas de fabricação de cimento estão entre as maiores fontes de emissão de poluentes atmosféricos perigosos. A fase extrativa causa contaminação de solos e cursos d’água, erosões, cavas abandonadas e rios assoreados. Na fase de produção do cimento, propriamente dita, há muita geração de material particulado suspenso que pode causar problemas de saúde, tanto nas comunidades próximas às fábricas, como nos trabalhadores envolvidos no processo produtivo. O papel do setor nas mudanças climáticas, a despeito de haver controvérsias, é inegavelmente significativo: o nível total de emissão de CO2 faz da indústria de cimento uma fonte de emissão de gases de efeito estufa, há alta emissão deste gás na fase de clinquerização do cimento. Nas proximidades das fábricas pode haver a inviabilização da agricultura em função da deposição de resíduos oriundos do processo produtivo.
<Sustentabilidade em Debate - Brasília, v. 3, n. 1, jan/jun 2012 acessado em 25/01/13>

Vale ressaltar que próximo ao local de construção da fábrica encontra-se pontos turísticos que poderão ser desativados ou prejudicados.


Até quanto estamos dispostos a pagar por uma cidade iluminada, com um polo industrial forte e gerando milhares de empregos?


O Entorno Urgente, fará mais reportagens buscando a clareza em relação a construção da fábrica da CPX Cimentos.

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