O ataque terrorista a um centro comercial em Nairóbi, capital do Quênia, vai fazer o crescimento da economia recuar 0,5%, prevê a agência norte-americana de classificação de risco Moody's, tendo como base a quebra de receitas que se seguiu a outros episódios de violência.

Segundo nota da agência, o ataque terá impacto negativo na revisão do rating (opinião sobre a capacidade de um país ou uma empresa saldar seus compromissos financeiros) do Quênia, atualmente em B1 com perspectiva estável, e "prejudicará o crescimento e as receitas fiscais, principalmente por causa do efeito no turismo, que representa 12,5% do PIB, 7,4% do investimento e 11% do total de empregados".

Tomando como base os efeitos econômicos que o ataque da Al Qaeda à Embaixada dos Estados Unidos, em 1998, e a violência étnica depois das eleições, em 2008, tiveram, a Moody's prevê que o mesmo ocorra este ano, "reduzindo o crescimento do PIB em cerca de 0,5% na época do inverno de 2013-2014". A Moody's não prevê, no entanto, que o ataque tenha consequências em termos de investimento externo nem em ajuda internacional.

O comando islamita shebab atacou, no fim da manhã de sábado (21), o centro comercial Westgate com granadas e armas automáticas, disparando sobre empregados e clientes. Depois, fez barricadas no interior do edifício com reféns.

O cerco e as negociações para acabar com a ocupação do prédio e a liberação dos reféns pelas forças de segurança quenianas durou cerca de 80 horas, tendo terminado terça-feira (24) à tarde.

O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, anunciou o fim do ataque e a morte de 61 civis e seis integrantes das forças de segurança. Cinco atacantes foram mortos e 11 suspeitos detidos, disse.

O movimento islamita shebab informou, no entanto, que foram mortos 137 reféns.

Fonte: EBC Notícias

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