O Tô de Folga desta semana foi a uma região de muitas nascentes no meio do Planalto Central. Formosa, em Goiás, tem a cachoeira com a maior queda livre do país, no meio do cerrado. Um convite ao turismo de aventura.

O Tô de Folga (coluna do Jornal Hoje) desta semana veio à Formosa. Uma região de muitas nascentes no meio do Planalto Central. A cidade possui a cachoeira com a maior queda livre do país, no meio do cerrado. Um verdadeiro convite ao turismo.

O município de Formosa tem cinco lagos naturais. A cidade é considerada o berço das águas, com nascentes que contribuem desembocam nos principais rios do Brasil (São Francisco, Prata e Amazonas) o que proporcionou a origem de três roteiros turísticos no município, com quase 50 atrações.

A cinco quilômetros do centro de Formosa fica a Lagoa Feia, que não faz jus ao nome. É um lugar de esportes náuticos. Com R$ 20, o turista se diverte por meia hora e pratica o stand up paddle.

Para quem espera um passeio mais tranquilo e reservado é só seguir pela BR-20. A 66 quilômetros da cidade, o turista encontra o Poço Azul no povoado do Bezerra. A nascente de água cristalina é rodeada de sombra. Um alívio no calor que sempre passa dos 30 graus. O calcário no fundo do poço é o que deixa o tom azulado e impressionante.


Uma das coisas mais bacanas da região é que a maioria dos pontos turísticos é de fácil acesso. A pessoa deixa o carro estacionado perto e caminha, no máximo, 500 metros para chegar.

O Buraco das Araras é um dos lugares preferidos para quem pratica o rapel. São 10 minutos de caminhada no cerrado até chegar a cratera de quase um quilômetro de diâmetro, que revela uma gigantesca caverna na paisagem. É a morada de muitos pássaros. “Era uma grande caverna e aí, em determinado momento, o teto cedeu e formou esse buraco”, explica instrutor de rapel Cecílio Carvalho Bastos.

Se aventurar no Buraco das Araras com a ajuda de um guia e mais descida de rapel a 95 metros de altura custa R$ 100 – meia hora de descida e a volta é abrindo caminho no paredão íngreme de pedras. A região possui mais de 30 cavernas.

O município de Formosa tem 16 cachoeiras. O turista pode dormir perto delas, por R$ 250 a diária por casal no chalé, com café da manhã e diversão no balneário. Para acampar, R$ 40 por pessoa.

Há restaurantes temáticos na estrada que servem comida típica de Goiás: pequi e guariroba, com o mais famoso frango caipira da região. A refeição custa, em média, R$ 32 por pessoa.

Para acabar com o estresse, basta um passeio no Parque Municipal do Itiquira, a 34 quilômetros de Formosa. A entrada custa R$ 10 por casal e o parque funciona das 9h às 17h. A caminhada é de 500 metros com área para banho ao longo do rio. No meio do percurso já da para ver a água caindo a 168 metros de altura.

Para visitar a maior cachoeira em queda livre do país, o visitante precisa caminhar cerca de 1 hora. A entrada custa R$ 20 por pessoa com guia. A cachoeira equivale a uma altura de um prédio de 56 andares. A queda é formada com a água da nascente e com a do afluente que é o Rio Indaía, e chega com um peso imenso embaixo.
Reportagem retirada de O Globo, em 01/11/2013

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