Em breve outro talento local vai ganhar novos ares e ser destaque nacional. O pintor Genivaldo Batista elaborou diversas pinturas retratando o sentimento do brasileiro. Essa exposição deve comover o país. Batista é um entusiasta e já pintou dezenas de obras que irão mudar a estética do Congresso Nacional

O município de Formosa é conhecido pelas suas diversas belezas naturais e por sua localização estratégica na porta de entrada do Nordeste Goiano. Os filhos desta terra estão espalhados por todo Brasil e alguns outros conquistaram o mundo.

O que a população ainda não sabe é que em breve outro talento local vai ganhar novos ares e ser destaque nacional. O pintor Genivaldo Batista elaborou diversas pinturas retratando o sentimento do brasileiro. Essa exposição deve comover o país. Batista é um entusiasta e já pintou dezenas de obras que irão mudar a estética do Congresso Nacional. Os quadros pintados serão expostos nas áreas próximas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Genivaldo Batista é de origem humilde. O pintor e poeta pintou sua primeira obra de arte com pena de um galo e produtos de lixo de um artista plástico. Especialistas acreditam que o trabalho dele deve conquistar o mundo com seu talento.

Questionado quantas obras serão pintadas e expostas no Congresso Nacional, Batista explica. “Para esse protesto devo pintar provavelmente 20. Não tenho data definida para o protesto mas deve ser no final desse mês ou início do próximo”, diz.

“As pinturas são uma das formas para expressar o meu sentimento igual de todos brasileiros estão sentindo. É um sentimento de indignação, de ter sido enganado, ter sido feito de palhaço, então eu expressei esse sentimento nas telas e poemas”, revela Batista.

O tamanho das telas varia mas a maioria são de 1,47x1,17. “Eu pretendo vender elas. Por mim eu ficaria com todas elas dentro de casa mas tinha que ser uma casa muito grande”, brinca.

Sua história cativa. Genivaldo Batista começou a pintar com 15 anos de idade mesmo sem condições financeiras. “Eu comecei pintar com 15 anos de idade. Eu não tinha muita condição, minha mãe e meu pai eram trabalhadores rurais. Eles não tinham condições de dar os materiais para pintar mas eu já desenhava. Um colega meu olhando a necessidade de aprender perguntou se tinha vontade de pintar. Na hora eu falei que não tinha pincel nem tinta. Ele foi no lixo de um artista plástico e pegou os restos. Eu peguei a pena de um galo e pintei o primeiro quadro. O primeiro já foi profissional, de lá para cá, pinto até hoje”, diz emocionado.

Genilvaldo se diz receptor do mundo. “Hoje todo tipo de situação me inspira. Os artistas vivem de sentimento e hoje o que está me fazendo pintar é a indignação do brasileiro. É um sentimento público de todos nós.

Quando questionado sobre um pintor favorito Genivaldo é perspicaz. “Eu gosto muito de Salvador Dali. Hoje uso meu trabalho como uma forma direta e explícita para que qualquer um possa entender”, indaga.

Além de pintor efêmero, Genivaldo Batista também é poeta. Cada obra possui um poema. Em 'Protesto Pintado' o poeta esboça o seu sentimento quando retratou a obra que estampa a capa dessa reportagem. "Olhando o futuro além do horizonte. Das margens de um rio tão seco e distante, na morta esperança depositada na urna, espero na dúvida a demorada mudança. "

Foto: Genivaldo Batista com uma das suas principais obras/Aldimar Nunes




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