Acontece que a natureza não entende nenhuma teoria, não aceita decretos, não é movida a palavras. Apenas compreende, absorve e regenera as suas feridas com ações práticas, amplas, rápidas, intensas e constantes, porque a potencialização dos efeitos continua crescente e acelerada

Reuniões, conferências de alta cúpula de presidentes, pesquisas, estudos, congressos, seminários, conclusões perturbadoras e declarações de intenções. Teorizações!

Chegam ao cúmulo de concluir num relatório final: “... reduzir significativamente a perda da biodiversidade.” Conclusão absolutamente notável sobre o óbvio que está acontecendo.

Acontece que a natureza não entende nenhuma teoria, não aceita decretos, não é movida a palavras. Apenas compreende, absorve e regenera as suas feridas com ações práticas, amplas, rápidas, intensas e constantes, porque a potencialização dos efeitos continua crescente e acelerada.

Terminam essas reuniões, mas não plantam uma árvore sequer, principalmente nas áreas que circundam as nascentes.

E continuam os homens a desmatar essas áreas, acabando com a sua própria sobrevivência!

Por que o desmatamento prejudica as nascentes? – indaga o aluno do primeiro ano do ensino fundamental.

Porque tira a proteção do solo e a sua capacidade de absorver e reter a água – responde o professor – muito paciente.

Somente na região do Distrito Federal, desde a inauguração da capital, centenas de nascentes foram mortas e enterradas para dar lugar a construções, ressecando toda a área ao derredor, alterando todas as características naturais. Onde estão, por exemplo, as nascentes que brotavam onde hoje é a cidade do Guará. E em todo o Brasil?!

Como lembrete e reforço, segundo levantamento de pesquisadores desse Ministério, na região do cerrado próxima do Distrito Federal cerca de 300 rios e riachos deixaram de correr, ou melhor, morreram mesmo, e alguns seguem agonizando como Vicente Pires, Cabeceira do Valo e Cana do Reino. Por falar em Vicente Pires, onde estão as dezenas de nascentes que afloravam por lá?

Explica muito bem o técnico ambiental, Ney Robert Macedo, sobre a morte das nascentes: “Com isso, o lençol freático abaixa, deixa de aflorar e perde o curso natural. Sem vegetação nativa, que foi suprimida, a nascente também perde um filtro, que segura os resíduos antes de chegar ao córrego.”

A nascente é fonte de vida, de água pura, que a natureza gratuitamente oferta.

Faz-se necessário completo e detalhado mapeamento dessas fontes, em todo o Brasil, para serem iniciadas, imediatamente, a recuperação e proteção desses fornecimentos espontâneos de água pela nossa verdadeira Mãe, a Mãe Natureza, que nos permite a possibilidade de viver.

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