A Terra não é uma esfera compacta, concreta, rígida, como sabem os estudantes de nível fundamental, mas formada por placas continentais, tectônicas, que se movem e trabalham, sofrendo influências do interior e do exterior, como qualquer estrutura sofre e tem suas juntas de dilatação, sujeitas às pressões do clima, dos movimentos geológicos, das alterações ecológicas, das interferências e agressões do homem, conhecidas como mesológicas. É um planeta vivo, pulsante, um organismo que tem seus órgãos, sistemas circulatório e respiratório como todo ser vivo

A Terra não é uma esfera compacta, concreta, rígida, como sabem os estudantes de nível fundamental, mas formada por placas continentais, tectônicas, que se movem e trabalham, sofrendo influências do interior e do exterior, como qualquer estrutura sofre e tem suas juntas de dilatação, sujeitas às pressões do clima, dos movimentos geológicos, das alterações ecológicas, das interferências e agressões do homem, conhecidas como mesológicas. É um planeta vivo, pulsante, um organismo que tem seus órgãos, sistemas circulatório e respiratório como todo ser vivo.

O planeta terrestre tem 12.600km de diâmetro e a porção de terra, a crosta, é uma casca de ovo, porque tem, apenas, cerca de 5 a 10km de espessura sob os oceanos e cerca de 25 a 90km nos continentes.

Lá pela década de 40, no século passado, os cientistas, concluindo que a estrutura dinâmica da crosta terrestre não seria abalada, motivados pelos ansiosos e ignorantes políticos dirigentes de alguns países, resolveram soltar umas bombinhas no planeta, chamando de simples testes nucleares.

E detonaram, inicialmente, algumas bombas atômicas “pequenas”, equivalentes a “apenas” 21.000 toneladas de dinamite cada uma, sobre a superfície do planeta e muito pior: dentro da Terra, em seus intestinos.

A estrutura da crosta terrestre aguenta! – disseram os cientistas, para acalmar a imprensa e a opinião pública.

E foram aumentando a potência dos seus brinquedinhos e disputando para ver quer detonava uma bomba atômica maior do que o outro, chegando a bombas de 20/25 milhões de toneladas de dinamite cada uma. E, não satisfeitos, inventaram a bomba de hidrogênio! Uma bomba com efeitos muito, mas muito maiores do que a bomba atômica.

Teste vai, teste vem, realizaram cerca de 2.410 testes nucleares até os últimos da Coréia do Norte, a expressiva maioria, cerca de 1.870, dentro do nosso planeta agredido de todas as maneiras imagináveis pelo ser humano chamado de... racional?!

Mas, o que eles não explicaram, no meio das suas defesas, é que embaixo da unha da Terra, a crosta, tem o magma fervente. E fervendo cada vez mais intensamente.

O que será mesmo que acontece com uma detonação nuclear subterrânea? Não causa nenhuma fissura? Não causa nenhum atrito? Não causa nenhum abalo?

Por que será que os cientistas detonadores e os políticos estúpidos não se lembraram da existência do calor que gira dentro do planeta e ocasiona o movimento das placas tectônicas?!

Por que não consideraram, ou omitiram, que as explosões nucleares intestinais multiplicam o calor interno que, por sua vez, estimula ainda mais os movimentos das placas tectônicas, ocasionando terremotos, e a expulsão do magma, encontrado a poucos quilômetros de profundidade, que sai pressionado através de... vulcões?!

É muito fácil comprovar, porque, certamente, tem cientista contando o número de terremotos que acontecem ano após ano. Devem saber muito bem que o número deles tem aumentado assustadoramente, desde 1940.

E, certamente também, tem cientista contando o número de novos vulcões, de vulcões que despertaram de seu sono milenar, de vulcões que voltam a ativa de tempos em tempos e de vulcões que não param de vomitar fogo, como o vulcão submarino Lo’ihi’s, no Havaí, que despertou pouco tempo depois dos testes nucleares franceses no Atol de Mururoa, no Oceano Pacífico. E está despejando as suas lavas até hoje. Devem estar observando, incrédulos, como o número de vulcões aumentou de forma estarrecedora desde 1940.

“Coincidentemente”, logo após os testes nucleares franceses, também, um grande terremoto abalou a cidade do México, logo seguido por outros, no Japão, na China e no Oriente Médio. E outro vulcão, há muito adormecido, despertou com uma incontida fúria na Nova Zelândia e dias mais tarde outro vulcão entrou em erupção na Nicarágua.

Não consigo deixar de pensar no vulcão Krakatoa “Junior”, filho do vulcão Krakatoa, que apareceu no mesmo lugar onde seu pai estava quando explodiu em 1883, cobrindo com suas cinzas o planeta inteiro, numa das maiores explosões ocorridas no nosso maravilhoso e detonado astro.

O Krakatoa “Junior” deve estar, hoje, com cerca de 1.000 metros de altura, depois que apareceu sobre as águas oceânicas, em 1927. É esperar para vê-lo tossir a qualquer momento.

O homem conseguiu colocar também a sua mãozinha perversa dentro do nosso enfermo planeta Terra.

Marcos Garzon

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