A operação coordenada pelo Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO) resgatou um trabalhador em condições análogas à de escravo na Zona Rural de Formosa (GO).

Operação flagrou trabalho escravo em fazenda de Formosa-GO. O caseiro trabalhava sem salário, não tinha carteira assinada e ainda teve documentos pessoais retidos.
A operação coordenada pelo Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO) resgatou um trabalhador em condições análogas à de escravo na Zona Rural de Formosa (GO). Segundo a assessoria de imprensa o caseiro foi encontrado em uma chácara no Assentamento Vale da Esperança. O trabalhador não recebia remuneração e não tinha a carteira assinada. Ele apenas tinha direito a alimento e moradia. O resgate foi dia 18 de junho e divulgado pela MPT apenas ontem (30).

A operação constatou também que ele não utilizava nenhum equipamento de proteção e que teve os documentos retidos pelo patrão desde o dia que chegou a Formosa. Por estar nessas condições, o caseiro não tinha meios para deixar o lugar. “Cercear a liberdade do trabalhador, com retenção de documentos e não pagamento salarial, vulnera a dignidade da pessoa humana, portanto, o Poder Público deve intervir para restabelecer a dignidade perdida ao trabalhador”, ressaltou o procurador do Trabalho Januário Justino Ferreira, que conduziu a diligência.

O proprietário da chácara não estava no momento da fiscalização, mas o irmão se declarou responsável pela propriedade. O trabalhador havia sido contratado na Paraíba. De acordo com o responsável pelo local, teria sido acertado com o caseiro que, ao invés do salário, seria paga a construção de uma pequena casa em São João do Rio do Peixe (PB), sua cidade natal.

Providências – O irmão do dono da propriedade comprometeu-se, num prazo de 15 dias, a regularizar as condições de trabalho do caseiro, providenciando a anotação da carteira de trabalho e o pagamento de salários, além da devolução dos documentos retidos. Januário informou que se o prazo não for obedecido, o MPT vai ajuizar ação civil pública contra o proprietário da chácara, além de tomar as medidas criminais pertinentes.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Trabalho.

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