Governadora afirma que problema de liquidez do banco está resolvido; expectativa é de receber entre R$ 2 bi e R$ 3 bi até o fim do mês
O Banco de Brasília (BRB) recebeu na quinta-feira (21) o primeiro desembolso decorrente do acordo firmado com a Quadra Capital, gestora especializada em crédito, para a cessão dos ativos considerados de boa qualidade do Banco Master. O valor do repasse inicial foi de R$ 1 bilhão. A informação foi confirmada pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP).
Para Celina, o aporte inicial equaciona o risco de falta de liquidez que vinha pressionando o BRB, e a atenção do governo se volta agora para a necessidade de recomposição do capital da instituição. A crise financeira do banco se aprofundou após a aquisição de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito provenientes do Master.
"Conseguimos vender os ativos do Master para a Quadra, que fez o primeiro depósito hoje. O problema de liquidez do BRB foi resolvido. Agora estamos tratando do capital", declarou a governadora.
O memorando assinado com a Quadra Capital prevê a estruturação de um fundo de investimento com valor de referência de R$ 15 bilhões, já aprovado pelo Conselho de Administração do BRB. A estimativa é que o banco receba entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões até o encerramento de maio.
O Banco Central havia exigido a constituição de provisões para cobrir perdas associadas a operações irregulares do Master, detectadas durante o processo de aquisição pela instituição brasiliense em 2025.
O Banco de Brasília (BRB) recebeu na quinta-feira (21) o primeiro desembolso decorrente do acordo firmado com a Quadra Capital, gestora especializada em crédito, para a cessão dos ativos considerados de boa qualidade do Banco Master. O valor do repasse inicial foi de R$ 1 bilhão. A informação foi confirmada pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP).
Para Celina, o aporte inicial equaciona o risco de falta de liquidez que vinha pressionando o BRB, e a atenção do governo se volta agora para a necessidade de recomposição do capital da instituição. A crise financeira do banco se aprofundou após a aquisição de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito provenientes do Master.
"Conseguimos vender os ativos do Master para a Quadra, que fez o primeiro depósito hoje. O problema de liquidez do BRB foi resolvido. Agora estamos tratando do capital", declarou a governadora.
O memorando assinado com a Quadra Capital prevê a estruturação de um fundo de investimento com valor de referência de R$ 15 bilhões, já aprovado pelo Conselho de Administração do BRB. A estimativa é que o banco receba entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões até o encerramento de maio.
O Banco Central havia exigido a constituição de provisões para cobrir perdas associadas a operações irregulares do Master, detectadas durante o processo de aquisição pela instituição brasiliense em 2025.
Celina afirmou que 70% das exigências encaminhadas ao BC já foram atendidas.
Além da questão de liquidez, o governo do DF trabalha para reforçar o capital do BRB por meio de um empréstimo junto a um consórcio de bancos e ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos), e aguarda aval do governo federal para avançar mais rapidamente.
A governadora também afastou qualquer responsabilidade pessoal pelos problemas com o Master, afirmando que não participou das decisões que levaram à crise e que não mantinha vínculo com o então presidente do BRB, Paulo Henrique. "Se eu estivesse à frente do governo na época, isso não teria acontecido", disse.
Capitalização
Em abril, o conselho do BRB aprovou proposta de elevação do capital social da estatal em até R$ 8,8 bilhões, medida aguardada pelo Banco Central. O aporte mínimo previsto é de R$ 536 milhões. Com isso, o capital social da instituição, hoje em R$ 2,344 bilhões, pode chegar a R$ 2,880 bilhões no piso ou a R$ 11,161 bilhões no teto da operação, conforme apuração da Folha de S.Paulo.
A governadora também afastou qualquer responsabilidade pessoal pelos problemas com o Master, afirmando que não participou das decisões que levaram à crise e que não mantinha vínculo com o então presidente do BRB, Paulo Henrique. "Se eu estivesse à frente do governo na época, isso não teria acontecido", disse.
Capitalização
Em abril, o conselho do BRB aprovou proposta de elevação do capital social da estatal em até R$ 8,8 bilhões, medida aguardada pelo Banco Central. O aporte mínimo previsto é de R$ 536 milhões. Com isso, o capital social da instituição, hoje em R$ 2,344 bilhões, pode chegar a R$ 2,880 bilhões no piso ou a R$ 11,161 bilhões no teto da operação, conforme apuração da Folha de S.Paulo.

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