Festival reuniu 38 produções de sete países ao longo de seis dias e registrou o maior número de atividades formativas de sua história
A 27ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) foi encerrada neste domingo (21) com uma cerimônia de premiação no Cine Teatro São Joaquim e um show do cantor Marcelo Falcão no Palco Beira Rio. O longa-metragem A Noite e os Dias de Miguel Burnier levou o Prêmio Cora Coralina, principal troféu da mostra internacional. O investimento na edição foi de R$ 6,1 milhões.
Realizado desde a última terça-feira (16) na Cidade de Goiás, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Histórico da Humanidade, o festival exibiu 38 obras provenientes do Brasil, Canadá, Polônia, Áustria, Irã, Colômbia e Bélgica, divididas entre as mostras Washington Novaes, Cinema Indígena e Povos Tradicionais, Cinema Goiano e Becos da Minha Terra. O tema desta edição foi Água e Clima no Brasil das Nascentes.
Vencedores por mostra
Na Mostra Cinema Goiano, o curta Canto, de Danilo Daher, dominou a premiação ao vencer em cinco categorias: melhor curta-metragem, melhor direção, melhor direção de arte, melhor roteiro e melhor atuação. O longa Atravessa Minha Carne levou fotografia, trilha sonora, montagem e melhor longa-metragem, enquanto Vasta Natureza de Minha Mãe foi premiado em som e Som e Movimento recebeu o troféu de melhor direção de longa.
Na Mostra Cinema Indígena e Povos Tradicionais, O Brilho da Herança ganhou como melhor curta e Wilfred Buck como melhor longa. A produção Thutalinãnsu recebeu menção honrosa.
Outros destaques da Mostra Washington Novaes foram o Prêmio Fiocruz para O Jardim de Maria, o Prêmio Jesco Von Puttkamer (Júri Jovem) e o Troféu José Petrillo (Júri da Imprensa) para Pau d'Arco, e o Prêmio Luiz Gonzaga Soares (Júri Popular) para A Tragédia da Lobo-Guará. O Prêmio João Bennio de melhor filme goiano foi para ROL, O Rio Levava as Manchas da Vida.
Recorde de atividades formativas
O Fica 2026 foi a edição com maior número de atividades educativas do festival. Foram realizadas 20 oficinas gratuitas no Colégio Sant'Ana, com temas que incluíram produção audiovisual com celular, operação de drones, comunicação ambiental e documentarismo. O público ainda acompanhou debates no Fórum Horizontes e mostras paralelas como Fica Animado, Mostra Fiocruz e O Brilho que Ficou, dedicada ao acidente com o Césio-137.
Entre as novidades desta edição estiveram o BikeCine, com sessões ao ar livre movidas por energia de bicicletas, e uma projeção mapeada chamada Desenhando o Futuro.
Cerimônia e discursos
A solenidade de encerramento reuniu autoridades e realizadores. O prefeito da Cidade de Goiás, Aderson Gouvea, destacou o impacto local do evento. "Tenho muito orgulho de ver a cidade de Goiás recebendo mais uma edição de um festival que fortalece a cultura, movimenta nossa economia, incentiva o turismo e projeta nosso município para o Brasil e o mundo", afirmou.
A secretária estadual de Cultura, Yara Nunes, que representou o governador Daniel Vilela na cerimônia, defendeu o papel do cinema como instrumento de conscientização. "Encerramos mais uma edição do Fica com a certeza de que a cultura e o cinema são ferramentas poderosas para sensibilizar as pessoas sobre os desafios ambientais do nosso tempo", disse.
Show e programação artística
Falcão encerrou a semana de atrações no Palco Beira Rio com um repertório que misturou sucessos de sua época à frente d'O Rappa e músicas da carreira solo. Ao longo da semana, o festival também recebeu Xande de Pilares e Vanessa da Mata.
Em entrevista à imprensa, o cantor defendeu a valorização da vida e apontou a música como sua forma de expressão: "O que alimenta a minha alma é poder sempre desabafar e me expressar através do som, através das letras."
Sobre o festival
Criado em 1999, o Fica é considerado um dos principais festivais de cinema ambiental do mundo e é realizado anualmente na Cidade de Goiás. A edição deste ano foi promovida pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), a Fiocruz, a Saneago e organismos como Unesco, OEI e Funai.
A 27ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) foi encerrada neste domingo (21) com uma cerimônia de premiação no Cine Teatro São Joaquim e um show do cantor Marcelo Falcão no Palco Beira Rio. O longa-metragem A Noite e os Dias de Miguel Burnier levou o Prêmio Cora Coralina, principal troféu da mostra internacional. O investimento na edição foi de R$ 6,1 milhões.
Realizado desde a última terça-feira (16) na Cidade de Goiás, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Histórico da Humanidade, o festival exibiu 38 obras provenientes do Brasil, Canadá, Polônia, Áustria, Irã, Colômbia e Bélgica, divididas entre as mostras Washington Novaes, Cinema Indígena e Povos Tradicionais, Cinema Goiano e Becos da Minha Terra. O tema desta edição foi Água e Clima no Brasil das Nascentes.
Vencedores por mostra
Na Mostra Cinema Goiano, o curta Canto, de Danilo Daher, dominou a premiação ao vencer em cinco categorias: melhor curta-metragem, melhor direção, melhor direção de arte, melhor roteiro e melhor atuação. O longa Atravessa Minha Carne levou fotografia, trilha sonora, montagem e melhor longa-metragem, enquanto Vasta Natureza de Minha Mãe foi premiado em som e Som e Movimento recebeu o troféu de melhor direção de longa.
Na Mostra Cinema Indígena e Povos Tradicionais, O Brilho da Herança ganhou como melhor curta e Wilfred Buck como melhor longa. A produção Thutalinãnsu recebeu menção honrosa.
Outros destaques da Mostra Washington Novaes foram o Prêmio Fiocruz para O Jardim de Maria, o Prêmio Jesco Von Puttkamer (Júri Jovem) e o Troféu José Petrillo (Júri da Imprensa) para Pau d'Arco, e o Prêmio Luiz Gonzaga Soares (Júri Popular) para A Tragédia da Lobo-Guará. O Prêmio João Bennio de melhor filme goiano foi para ROL, O Rio Levava as Manchas da Vida.
Recorde de atividades formativas
O Fica 2026 foi a edição com maior número de atividades educativas do festival. Foram realizadas 20 oficinas gratuitas no Colégio Sant'Ana, com temas que incluíram produção audiovisual com celular, operação de drones, comunicação ambiental e documentarismo. O público ainda acompanhou debates no Fórum Horizontes e mostras paralelas como Fica Animado, Mostra Fiocruz e O Brilho que Ficou, dedicada ao acidente com o Césio-137.
Entre as novidades desta edição estiveram o BikeCine, com sessões ao ar livre movidas por energia de bicicletas, e uma projeção mapeada chamada Desenhando o Futuro.
Cerimônia e discursos
A solenidade de encerramento reuniu autoridades e realizadores. O prefeito da Cidade de Goiás, Aderson Gouvea, destacou o impacto local do evento. "Tenho muito orgulho de ver a cidade de Goiás recebendo mais uma edição de um festival que fortalece a cultura, movimenta nossa economia, incentiva o turismo e projeta nosso município para o Brasil e o mundo", afirmou.
A secretária estadual de Cultura, Yara Nunes, que representou o governador Daniel Vilela na cerimônia, defendeu o papel do cinema como instrumento de conscientização. "Encerramos mais uma edição do Fica com a certeza de que a cultura e o cinema são ferramentas poderosas para sensibilizar as pessoas sobre os desafios ambientais do nosso tempo", disse.
Show e programação artística
Falcão encerrou a semana de atrações no Palco Beira Rio com um repertório que misturou sucessos de sua época à frente d'O Rappa e músicas da carreira solo. Ao longo da semana, o festival também recebeu Xande de Pilares e Vanessa da Mata.
Em entrevista à imprensa, o cantor defendeu a valorização da vida e apontou a música como sua forma de expressão: "O que alimenta a minha alma é poder sempre desabafar e me expressar através do som, através das letras."
Sobre o festival
Criado em 1999, o Fica é considerado um dos principais festivais de cinema ambiental do mundo e é realizado anualmente na Cidade de Goiás. A edição deste ano foi promovida pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), a Fiocruz, a Saneago e organismos como Unesco, OEI e Funai.


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