Ex-secretário de Segurança Pública do DF detalhou salto de 1.600 para mais de 13 mil câmeras integradas ao programa de videomonitoramento.
O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e deputado distrital Sandro Avelar defendeu uma reformulação nos concursos das polícias de todo o Brasil e celebrou a expansão do programa de videomonitoramento DF 360, que saltou de 1.600 para mais de 13 mil câmeras integradas no Distrito Federal. A declaração foi dada em entrevista ao programa Vozes da Comunidade nesta sexta-feira (28).
Para o parlamentar, a segurança do DF, que já ocupa o primeiro lugar no ranking nacional pela primeira vez na história, deve se tornar uma referência ainda maior em razão dessa integração de câmeras.
Crimes violentos caem, mas fraudes digitais disparam
Avelar alertou para uma mudança no perfil da criminalidade no país. Segundo ele, os dados nacionais mostram queda nos crimes violentos letais e intencionais, enquanto os crimes cibernéticos e as fraudes seguem em forte alta. O foco dos golpes está nas fraudes que usam o sistema bancário, a internet e os meios digitais disponíveis atualmente, com esquemas cada vez mais elaborados que atingem não apenas idosos por ingenuidade, mas também pessoas com familiaridade tecnológica.
Proposta de reserva de vagas para especialistas
Como solução, o ex-secretário defendeu que as polícias do país, a começar pela Polícia Federal e passando pelas polícias civis estaduais, passem a selecionar candidatos que já tenham experiência no combate a crimes cibernéticos, mesmo que não apresentem o melhor desempenho físico nos testes de concurso, desde que já estejam qualificados para enfrentar esse tipo de crime. Avelar defendeu ajustar os concursos e abandonar o que classificou como uma postura institucional de acreditar que a corporação vai selecionar o candidato e prepará-lo integralmente somente depois do ingresso. Ele também mencionou sua própria trajetória como delegado da Polícia Federal, que também atuou como diretor de penitenciária federal por muitos anos.
DF 360: de 1.600 para mais de 13 mil câmeras
O outro eixo da entrevista foi o programa DF 360. Segundo Avelar, o projeto previu, com dificuldade, a aquisição de câmeras para todas as regiões administrativas do Distrito Federal. Ele contou que o programa começou a ser estruturado na virada de 2013 para 2014 e foi concluído em 2024, com a instalação dos equipamentos na última região que faltava, Água Quente.
Segundo o ex-secretário, o processo licitatório e o custo dos equipamentos deram trabalho, mas o maior desafio foi outro: "instalar as câmeras não foi o mais difícil". Ele explicou que o obstáculo maior foi mudar a mentalidade das corporações de segurança, que mantinham reservas sobre seus próprios bancos de dados e dificultavam o compartilhamento de informações entre si. Avelar destacou que a Polícia Civil teve papel importante na integração desses bancos de dados e no uso de tecnologia capaz de gerar imagens do cidadão e cruzá-las com mandados de prisão em aberto.
Decreto e câmeras particulares impulsionam o sistema
Quando foi criado, o sistema contava com 1.600 câmeras da Secretaria de Segurança Pública. O salto para mais de 13 mil só foi possível após a portaria de lançamento do programa, em fevereiro, e um decreto assinado pela então vice-governadora Celina Leão, que determinou a integração de câmeras das secretarias de Saúde e de Educação ao programa de segurança. Avelar fez questão de elogiar a atuação de Celina Leão no tema.
Além das câmeras públicas, o DF 360 passou a integrar câmeras particulares de comerciantes, da área rural e de condomínios, desde que voltadas para áreas públicas e respeitando a privacidade dos moradores, o que ajudou a ampliar significativamente o número total de câmeras conectadas ao sistema.
O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e deputado distrital Sandro Avelar defendeu uma reformulação nos concursos das polícias de todo o Brasil e celebrou a expansão do programa de videomonitoramento DF 360, que saltou de 1.600 para mais de 13 mil câmeras integradas no Distrito Federal. A declaração foi dada em entrevista ao programa Vozes da Comunidade nesta sexta-feira (28).
Para o parlamentar, a segurança do DF, que já ocupa o primeiro lugar no ranking nacional pela primeira vez na história, deve se tornar uma referência ainda maior em razão dessa integração de câmeras.
Crimes violentos caem, mas fraudes digitais disparam
Avelar alertou para uma mudança no perfil da criminalidade no país. Segundo ele, os dados nacionais mostram queda nos crimes violentos letais e intencionais, enquanto os crimes cibernéticos e as fraudes seguem em forte alta. O foco dos golpes está nas fraudes que usam o sistema bancário, a internet e os meios digitais disponíveis atualmente, com esquemas cada vez mais elaborados que atingem não apenas idosos por ingenuidade, mas também pessoas com familiaridade tecnológica.
Proposta de reserva de vagas para especialistas
Como solução, o ex-secretário defendeu que as polícias do país, a começar pela Polícia Federal e passando pelas polícias civis estaduais, passem a selecionar candidatos que já tenham experiência no combate a crimes cibernéticos, mesmo que não apresentem o melhor desempenho físico nos testes de concurso, desde que já estejam qualificados para enfrentar esse tipo de crime. Avelar defendeu ajustar os concursos e abandonar o que classificou como uma postura institucional de acreditar que a corporação vai selecionar o candidato e prepará-lo integralmente somente depois do ingresso. Ele também mencionou sua própria trajetória como delegado da Polícia Federal, que também atuou como diretor de penitenciária federal por muitos anos.
DF 360: de 1.600 para mais de 13 mil câmeras
O outro eixo da entrevista foi o programa DF 360. Segundo Avelar, o projeto previu, com dificuldade, a aquisição de câmeras para todas as regiões administrativas do Distrito Federal. Ele contou que o programa começou a ser estruturado na virada de 2013 para 2014 e foi concluído em 2024, com a instalação dos equipamentos na última região que faltava, Água Quente.
Segundo o ex-secretário, o processo licitatório e o custo dos equipamentos deram trabalho, mas o maior desafio foi outro: "instalar as câmeras não foi o mais difícil". Ele explicou que o obstáculo maior foi mudar a mentalidade das corporações de segurança, que mantinham reservas sobre seus próprios bancos de dados e dificultavam o compartilhamento de informações entre si. Avelar destacou que a Polícia Civil teve papel importante na integração desses bancos de dados e no uso de tecnologia capaz de gerar imagens do cidadão e cruzá-las com mandados de prisão em aberto.
Decreto e câmeras particulares impulsionam o sistema
Quando foi criado, o sistema contava com 1.600 câmeras da Secretaria de Segurança Pública. O salto para mais de 13 mil só foi possível após a portaria de lançamento do programa, em fevereiro, e um decreto assinado pela então vice-governadora Celina Leão, que determinou a integração de câmeras das secretarias de Saúde e de Educação ao programa de segurança. Avelar fez questão de elogiar a atuação de Celina Leão no tema.
Além das câmeras públicas, o DF 360 passou a integrar câmeras particulares de comerciantes, da área rural e de condomínios, desde que voltadas para áreas públicas e respeitando a privacidade dos moradores, o que ajudou a ampliar significativamente o número total de câmeras conectadas ao sistema.

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