Rastreamento é recomendado a cada dois anos dos 40 aos 74 anos; Ministério da Saúde estima que 17% dos casos podem ser evitados com hábitos saudáveis

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar mais de 78 mil novos casos de câncer de mama por ano no triênio 2026 a 2028. É o tipo mais comum entre as brasileiras, com cerca de 30% dos casos, seguido pelos cânceres de cólon e reto, útero, pulmão e tireoide.

Na rede pública do Distrito Federal, o atendimento cobre todas as etapas da doença, da prevenção ao tratamento. O diagnóstico passa pela mamografia, um dos principais exames de investigação. Para mulheres sem sinais ou sintomas, a recomendação é fazer o exame a cada dois anos, entre 40 e 74 anos, e ele pode ser solicitado nas unidades básicas de saúde (UBSs), mesmo sem sintomas, desde que a paciente esteja na faixa etária indicada. O médico referência em mastologia da Secretaria de Saúde, Farid Buitrago, explica que quem tem histórico familiar ou outros fatores de risco deve fazer o exame periodicamente, porque assim "é possível detectar a doença antes que ela se manifeste".

Quando o resultado é positivo

Se a mamografia ou a avaliação clínica identificar alterações suspeitas, a paciente pode ser encaminhada a uma consulta de mastologia e a exames complementares, conforme a necessidade. Confirmado o câncer, ela segue para o atendimento oncológico, e a estratégia terapêutica é definida de acordo com as características da doença e a avaliação clínica. O tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e outras modalidades, isoladas ou combinadas, todas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

Hábitos que ajudam

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 17% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com hábitos saudáveis: praticar atividade física regularmente, manter o peso adequado, evitar bebidas alcoólicas e amamentar, quando possível. Esses cuidados reduzem o risco, mas não eliminam a possibilidade de desenvolver a doença. Por isso, é importante conhecer o próprio corpo, observar alterações nas mamas e procurar atendimento tanto para a prevenção quanto diante de qualquer sinal.


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