Raimundo Ribeiro citou R$ 25 milhões em investimentos recentes na expansão das redes e defendeu política nacional de saneamento básico

O diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), Raimundo Ribeiro, foi o entrevistado desta sexta-feira (4) no programa Vozes da Comunidade. Durante a conversa, o dirigente abordou temas relacionados ao abastecimento de água, ao saneamento básico e à infraestrutura do Distrito Federal, além de fazer uma defesa enfática do papel das instituições públicas no atendimento à população.

Ao comentar sobre o funcionamento das instituições e o papel de autoridades públicas, Ribeiro afirmou que os tribunais e seus integrantes devem estar a serviço da sociedade, declarando que "Supremo Tribunal não é supremo coisa nenhuma", já que, segundo ele, tribunais são instituições criadas para atender a população. Ele também defendeu que, independentemente da posição política ou de qualquer outra característica de uma pessoa, eventuais crimes devem ser tratados de acordo com a legislação, afirmando que quem pratica crime deve ser tratado como delinquente, sem distinção.

Investimentos em abastecimento

Na sequência, a entrevista voltou-se para um dos principais desafios do Distrito Federal: a infraestrutura de água e saneamento. Ribeiro destacou que os investimentos realizados nos últimos anos foram direcionados principalmente para atender regiões com demandas urgentes. Entre os números apresentados estão R$ 25 milhões investidos na expansão das redes de abastecimento, além da implantação de 65 quilômetros de redes e adutoras e a realização de 13.183 novas ligações de água. Segundo ele, esses investimentos alcançaram principalmente regiões como Sobradinho, Planaltina, Estrutural, Sol Nascente e Pôr do Sol, e embora tenham atendido a algumas demandas, ainda são insuficientes diante da necessidade total.

Plano para os próximos dez anos

Para Ribeiro, o desafio agora é ir além das respostas emergenciais e estabelecer uma estratégia de longo prazo. O diretor-presidente defendeu a criação de um plano de investimentos para os próximos dez anos, com o objetivo de ampliar a cobertura de saneamento e garantir infraestrutura capaz de acompanhar o crescimento da população.

A proposta, segundo ele, não deve se limitar ao Distrito Federal. Ribeiro defendeu que o país avance na construção de uma política capaz de assegurar à população um saneamento básico mínimo, adequado e digno, e chamou atenção para situações ainda existentes em grandes cidades brasileiras, onde problemas relacionados ao esgoto continuam presentes. Para ele, a falta de saneamento representa um dos grandes desafios das administrações públicas e exige prioridade na aplicação de recursos.

A participação de Raimundo Ribeiro no Vozes da Comunidade colocou novamente a segurança hídrica e o saneamento no centro do debate no DF, especialmente em um período de baixa disponibilidade hídrica. A avaliação apresentada durante a entrevista é de que ampliar redes, realizar novas ligações e investir em infraestrutura são medidas essenciais, mas que precisam ser acompanhadas de planejamento contínuo, já que água tratada e saneamento não podem ser vistos apenas como obras de governo, e sim como serviços essenciais e direitos que precisam chegar a toda a população.

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