92% dos formandos do ensino médio do Câmpus Formosa do Instituto Federal de Goiás (IFG), com 687 alunos matriculados nos cursos de ensino médio, pós-médio e graduação, destaca-se entre as melhores escolas públicas do cenário goiano

Com uma maioria esmagadora de alunos aprovados em diversos vestibulares de universidades públicas e particulares deste início de ano – 92% dos formandos do ensino médio –, o Câmpus Formosa do Instituto Federal de Goiás (IFG), com 687 alunos matriculados nos cursos de ensino médio, pós-médio e graduação, destaca-se entre as melhores escolas públicas do cenário goiano.

Na última prova objetiva do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), o Câmpus Formosa conseguiu nota 579,61, alcançando o segundo lugar no ranking das escolas públicas goianas, permanecendo atrás apenas do IFG/Câmpus Goiânia, com nota 587,50. No âmbito formosense, o IFG ficou em primeiro lugar no ranking do último Enem, ultrapassando também as escolas da rede particular de ensino. A chefe do Departamento de Áreas Acadêmicas do Câmpus, professora Gláucia Mendes da Silva, diz que os resultados são frutos do investimento realizado pelo corpo docente, técnicos e alunos. “É um orgulho para a comunidade de servidores do IFG e para Formosa esse destaque em nível estadual. Desejamos sucesso a estes alunos nas próximas etapas acadêmicas”, parabeniza ela.

Vestibulares
Para se ter uma ideia do desempenho dos estudantes do Instituto, de 19 alunos que compõem a turma de Biotecnologia, 16 foram aprovados nos vestibulares de universidades públicas deste ano. O aluno João Gabriel Silva Santos logrou aprovação em Medicina na Universidade Federal do Ceará (UFC) e em Ciências Biológicas na Universidade de São Paulo (USP). A aluna Bruna Blos obteve êxito em três universidades públicas – Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Estadual de Goiás (UEG) – e na particular Universidade Católica de Brasília (UCB), sendo que nesta recebeu bolsa integral para cursar Direito. No entanto, ela diz que escolherá Agronomia, na UnB. “O estudo foi importante, mas o diferencial mesmo foram os professores, altamente capacitados. Como estudava de manhã, trabalhava à tarde e estudava à noite, foi o IFG que me deu toda a base”, afirma Bruna.

Gabriela Ribeiro Gontijo também obteve desempenho semelhante, foi aprovada para Agronomia em cinco universidades públicas – Universidade Federal de Goiás (UFG), UnB, UEG, Universidade Federal de Lavras (UFLA) e Universidade Estadual de Montes Claros (Unimonte). A estudante relata que o IFG teve um papel decisivo na escolha do curso de graduação que seguiria, já que, inicialmente, queria estudar Fisioterapia. “O que me motivou a fazer Agronomia foi o estágio realizado em uma empresa de grande porte instalada na cidade, encaminhado pelo IFG. À Agronomia, pretendo aliar a Biotecnologia, que foi o meu curso técnico no IF”, explica ela. “O IFG abre os seus olhos para reconhecer o caminho a seguir. Ele ensina o aluno a ter responsabilidade e disciplina”, finaliza.

Dos 14 alunos do ensino médio técnico em Controle Ambiental, todos foram aprovados, e metade deles em universidades públicas – UnB, UFG, UEG e Universidade Federal do Vale de Jequitinhonha (UFVJM), a exemplo de Amanda dos Anjos Brandão, aprovada em Nutrição na UFG, e Alan Rodrigues Costa, em Fisioterapia na UnB. O curso de Informática para Internet também marcou presença no Centro-Oeste, Norte e Nordeste do país, nas Universidades Federais do Mato Grosso (UFMT), Acre (UFAC) e Piauí (UFPI), a exemplo do aluno João Marcos Soares de Barros, aprovado em Engenharia Florestal na UFPI.

O curso técnico em Edificações do IFG/Câmpus Formosa também apresentou grande número de aprovados em instituições públicas: de 18 alunos na turma, 15 foram aprovados em universidades públicas. A aluna Maírla Julia Freitas Baia passou em dois vestibulares para o curso de Arquitetura e Urbanismo, na UEG e Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat); Ana Sara Spindola da Silva foi aprovada em Engenharia Civil, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e no IFG/Câmpus Formosa; o estudante Rafael Amorim de Alcântara cursará Engenharia Elétrica na UnB, mas também foi aprovado em Engenharia Civil, no IFG. Rafael relata que a rotina de estudos é muito importante para a aprovação. “O estudo do IF já é bem puxado, mas no último ano tínhamos ainda um grupo de estudo que se encontrava duas vezes por semana”, conta ele.

O desempenho do câmpus no Enem foi surpreendente, levando-se em conta o panorama vivido pela instituição no momento das provas, realizadas em novembro do ano passado. Durante o ano de 2014, os alunos atravessaram um período de quase dois meses de greve dos servidores públicos federais, esvaziando as salas de aula no período de preparação das provas. Além disso, com o retorno da greve, o calendário acadêmico se intensificou com grande fluxo de provas, trabalhos e visitas técnicas, o que favoreceria um desempenho aquém do esperado. No entanto, a nota obtida pelos estudantes no Exame superou as expectativas de todos, indicando que as aulas perdidas com a greve foram recuperadas.

A nota no Enem e as aprovações nos vestibulares mostram que o trabalho desenvolvido nesta instituição jovem – o câmpus comemora em junho deste ano o seu quinto ano de funcionamento – se consolida ao colher seus primeiros frutos.

A INSTITUIÇÃO

O Câmpus Formosa é uma das 14 unidades do Instituto Federal de Goiás (IFG) implantadas em todo o Estado. Ele foi inaugurado em 21 de junho de 2010, com apenas um prédio em funcionamento que ainda se encontrava em obras. As aulas tiveram início no dia 3 de agosto do mesmo ano para a primeira turma de graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas, para os cursos de ensino médio em Controle Ambiental, Informática para Internet e Edificações e para o EJA em Manutenção e Suporte em Informática. Sua oficialização enquanto unidade componente do Instituto Federal de Goiás foi publicada no Diário Oficial da União, em 21 de setembro de 2010. A inauguração se deu em 29 de novembro do mesmo ano.

O IFG é uma instituição pública, gratuita e que oferta cursos técnicos integrados ao ensino médio, cursos subsequentes (pós-ensino médio), cursos técnicos na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), de extensão, de graduação e pós-graduação. Para ingressar em um dos cursos, o candidato precisa participar de processo seletivo ou vestibular, de acordo com edital. Os editais dos processos seletivos/vestibulares para os cursos de ensino médio, EJA e de graduação são publicados geralmente nos meses de maio/junho e outubro.

Ao se tornar um aluno do IFG, o estudante recebe assistência de profissionais, como psicólogo e assistente social, além de toda a equipe pedagógica. Caso comprove necessidade, o aluno também pode pleitear auxílios estudantis remunerados, como Auxílio-Transporte, Permanência e Alimentação. A estrutura do câmpus conta com biblioteca, laboratórios da área de Ciências Biológicas, de Construção Civil, de Artes, quadra poliesportiva, teatro, bloco tecnológico e, em breve, restaurante estudantil.

No momento, o IFG oferta cursos técnicos de ensino médio em Saneamento e Biotecnologia; cursos EJA em Manutenção e Suporte em Informática e em Edificações; e de graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas, Engenharia Civil, Licenciatura em Ciências Sociais e Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Também há cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), destinados tanto para a comunidade interna quanto para a comunidade externa ao IFG. Os cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do Governo Federal, também fazem parte destes cursos FIC. Já receberam formação no Pronatec do câmpus mais de 600 pessoas.

No IFG, a formação do aluno é desenvolvida sob um tripé: Ensino, Pesquisa e Extensão. O estudante aprende e reflete conteúdos gerais e específicos; realiza pesquisas acompanhadas dos professores e passíveis de serem subsidiadas por verbas governamentais; e participa de atividades de extensão à comunidade. Visando à integração e sociabilização, o Câmpus possui eventos acadêmicos institucionais, como a Semana do Meio Ambiente (Seman), em junho, e a Semana de Ciência e Tecnologia (Secitec), em outubro.



HISTÓRICO DO INSTITUTO FEDERAL DE GOIÁS

Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia foram criados com a transformação dos Centros Federais de Educação Tecnológica, por meio da lei 11.892, de 29 de dezembro de 2008. Porém, a história remonta ao século passado, quando, no dia 23 de setembro de 1909, o presidente Nilo Peçanha criou 19 Escolas de Aprendizes Artífices, uma em cada estado do país, por meio do Decreto n.º 7.566.

Em Goiás, a Escola foi instalada em Vila Boa, antiga capital do Estado, atualmente cidade de Goiás. Com a construção de Goiânia em 1942, a escola passou a funcionar na atual capital com o nome de Escola Técnica de Goiânia. Mais tarde, em 1965, passou a ser denominada Escola Técnica Federal de Goiás. Em 22 de março de 1999, através de um decreto, a Escola Técnica Federal de Goiás se transformou em Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás (Cefet-GO).

Em 29 de dezembro de 2008, o Cefet-GO, por meio da Lei 11.892, passou a ser denominado Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás, uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação que oferece educação superior, básica e profissional, pluricurricular e multicampi, especializada na oferta de educação profissional e tecnológica e equiparada às universidades federais.

Lista de aprovados
Confira a lista de aprovados de vestibulares, neste link.


Informações: Setor de Comunicação Social / Câmpus Formosa
Fotos: Panoramio /Google Earth

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