Formosa segue crescendo em arrecadação, mas parece se distanciar cada vez mais das raízes que a tornaram o que é. Sem expoagro em Formosa, quem sofre com a ausência é a população mais carente, que não tem condições de gastar com deslocamento e hospedagem para buscar lazer em Brasília ou em outras cidades da região. Para essas famílias, a Expoagro representava uma das poucas opções de entretenimento acessível dentro da própria cidade.
Em 2025, Formosa arrecadou R$ 594 milhões. Diante desse volume de recursos, a alegação de que não há dinheiro para manter uma festa que carrega décadas de tradição soa, no mínimo, desproporcional. Não se trata de exigir gastos milionários ou extravagantes. Bastaria destinar entre R$ 1 milhão a R$ 2 milhões, uma fração que representa apenas 0,17% a 0,34% de tudo o que entrou nos cofres públicos ao longo do ano. Um valor irrisório perto do que a cidade movimenta, mas que faz toda a diferença para quem vive do comércio, da cultura e do agronegócio local.
Formosa entra em 2026 sem um dos eventos mais tradicionais de sua história. A prefeita Simone Ribeiro anunciou a suspensão de verba pública para festas e eventos, decisão que atinge diretamente a Expoagro. Segundo a gestão municipal, o corte se justifica pela necessidade de priorizar serviços essenciais em meio a dificuldades financeiras. O problema é que os números contam outra história.
Se a estrutura do Parque de Exposições do Sindicato Rural realmente pesava no orçamento, a solução nunca esteve fora de alcance. Uma edição mais simples, organizada em praça pública, ainda assim manteria viva a essência da festa e o vínculo da administração com uma tradição que pertence ao povo formosense, não apenas ao calendário oficial da prefeitura. O que faltou não foi dinheiro. Faltou planejamento. Faltou vontade de dialogar com o setor produtivo e com a comunidade para encontrar um caminho intermediário.
A Expoagro nunca foi apenas uma festa. Ela é sinônimo de identidade para uma cidade que se orgulha de suas raízes rurais e do trabalho no campo. Cancelá-la, ou deixá-la à deriva sob a justificativa de contenção de gastos, revela um problema mais profundo do que a falta de caixa. Revela a ausência de comprometimento com aquilo que forma a memória afetiva de uma população inteira.
Entre créditos orçamentários e discursos de responsabilidade fiscal, a cidade perde, mais uma vez, uma oportunidade de mostrar que gestão pública também se mede pela capacidade de preservar cultura, gerar renda local e valorizar quem sustenta o município no dia a dia. Não sobrou expoagro. Sobrou, apenas, a sensação de que Formosa tem muito a lamentar e pouco a comemorar.
Em 2025, Formosa arrecadou R$ 594 milhões. Diante desse volume de recursos, a alegação de que não há dinheiro para manter uma festa que carrega décadas de tradição soa, no mínimo, desproporcional. Não se trata de exigir gastos milionários ou extravagantes. Bastaria destinar entre R$ 1 milhão a R$ 2 milhões, uma fração que representa apenas 0,17% a 0,34% de tudo o que entrou nos cofres públicos ao longo do ano. Um valor irrisório perto do que a cidade movimenta, mas que faz toda a diferença para quem vive do comércio, da cultura e do agronegócio local.
Formosa entra em 2026 sem um dos eventos mais tradicionais de sua história. A prefeita Simone Ribeiro anunciou a suspensão de verba pública para festas e eventos, decisão que atinge diretamente a Expoagro. Segundo a gestão municipal, o corte se justifica pela necessidade de priorizar serviços essenciais em meio a dificuldades financeiras. O problema é que os números contam outra história.
Se a estrutura do Parque de Exposições do Sindicato Rural realmente pesava no orçamento, a solução nunca esteve fora de alcance. Uma edição mais simples, organizada em praça pública, ainda assim manteria viva a essência da festa e o vínculo da administração com uma tradição que pertence ao povo formosense, não apenas ao calendário oficial da prefeitura. O que faltou não foi dinheiro. Faltou planejamento. Faltou vontade de dialogar com o setor produtivo e com a comunidade para encontrar um caminho intermediário.
A Expoagro nunca foi apenas uma festa. Ela é sinônimo de identidade para uma cidade que se orgulha de suas raízes rurais e do trabalho no campo. Cancelá-la, ou deixá-la à deriva sob a justificativa de contenção de gastos, revela um problema mais profundo do que a falta de caixa. Revela a ausência de comprometimento com aquilo que forma a memória afetiva de uma população inteira.
Entre créditos orçamentários e discursos de responsabilidade fiscal, a cidade perde, mais uma vez, uma oportunidade de mostrar que gestão pública também se mede pela capacidade de preservar cultura, gerar renda local e valorizar quem sustenta o município no dia a dia. Não sobrou expoagro. Sobrou, apenas, a sensação de que Formosa tem muito a lamentar e pouco a comemorar.

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