Rede oferece mais de 100 pontos de atendimento nas cinco macrorregiões de saúde do estado; SES-GO reforça caminhos de acesso ao cuidado durante o Setembro Amarelo.
Em Goiás, pessoas em sofrimento psíquico contam com uma rede de serviços que oferece atendimento desde a atenção básica até a assistência hospitalar, conforme as necessidades de cada usuário. Durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização e à prevenção do suicídio, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) reforça a importância de conhecer os caminhos de acesso ao cuidado em saúde mental. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) reúne esses diferentes serviços.
Atualmente, a RAPS em Goiás conta com 101 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Serviços Residenciais Terapêuticos, equipes multiprofissionais de atenção especializada em saúde mental, uma Unidade de Acolhimento Adulto, duas unidades infantojuvenis e 66 leitos de saúde mental em hospitais gerais, distribuídos pelas cinco macrorregiões de saúde do estado.
Embora nem todo sofrimento emocional represente um transtorno mental, a identificação precoce e o acolhimento são importantes para evitar o agravamento dos sintomas. Os indicadores relacionados ao suicídio mostram a dimensão do problema. Segundo boletim do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade por suicídio padronizada por idade em Goiás passou de 5,56 para 9,43 óbitos por 100 mil habitantes entre 2010 e 2021, aumento de 69,6%.
Levantamento baseado no Sistema de Informações sobre Mortalidade identificou 3.252 mortes por suicídio em Goiás entre 2019 e 2023, sendo 712 óbitos em 2022 e 711 em 2023. No período analisado, 77,1% das mortes ocorreram entre homens. Pessoas de 20 a 39 anos representaram 44,2% dos óbitos, enquanto a faixa etária de 40 a 59 anos correspondeu a 31%.
Atenção às situações de autolesão
As lesões autoprovocadas estão entre os eventos acompanhados pelos serviços de saúde. Boletim da SES-GO registrou 5.814 notificações em 2022, incluindo automutilações e tentativas de suicídio. Cerca de 71% das notificações ocorreram entre mulheres, 61,4% envolveram pessoas de 20 a 59 anos e 33,8%, adolescentes de 10 a 19 anos. Em 44,1% dos registros havia informação sobre ocorrência anterior de autolesão.
Segundo a superintendente de Políticas e Atenção Integral à Saúde, Lígia Duarte, nem toda autolesão envolve intenção de morrer, mas o padrão reforça a necessidade de acompanhamento contínuo, especialmente entre adolescentes, e de maior articulação entre saúde, famílias e escolas. A superintendente destaca ainda que o suicídio é um fenômeno multicausal, que não pode ser atribuído isoladamente a um diagnóstico ou a um acontecimento específico.
Onde buscar atendimento
A Unidade Básica de Saúde (UBS) é uma das principais portas de entrada para pessoas que apresentam sintomas de depressão, ansiedade ou sofrimento emocional que interferem na rotina. A partir da avaliação da equipe, o usuário pode ser acompanhado na própria unidade ou encaminhado para outro serviço da rede. Os CAPS são referência para casos de sofrimento psíquico intenso e oferecem acompanhamento multiprofissional, além de apoio às famílias.
Em situações graves ou de risco imediato, a orientação é procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou pronto-socorro. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo telefone 192. O Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo telefone 188, oferece apoio emocional gratuito, 24 horas por dia, embora o serviço não substitua o atendimento de emergência em situações de risco imediato.
Em Goiás, pessoas em sofrimento psíquico contam com uma rede de serviços que oferece atendimento desde a atenção básica até a assistência hospitalar, conforme as necessidades de cada usuário. Durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização e à prevenção do suicídio, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) reforça a importância de conhecer os caminhos de acesso ao cuidado em saúde mental. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) reúne esses diferentes serviços.
Atualmente, a RAPS em Goiás conta com 101 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Serviços Residenciais Terapêuticos, equipes multiprofissionais de atenção especializada em saúde mental, uma Unidade de Acolhimento Adulto, duas unidades infantojuvenis e 66 leitos de saúde mental em hospitais gerais, distribuídos pelas cinco macrorregiões de saúde do estado.
Embora nem todo sofrimento emocional represente um transtorno mental, a identificação precoce e o acolhimento são importantes para evitar o agravamento dos sintomas. Os indicadores relacionados ao suicídio mostram a dimensão do problema. Segundo boletim do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade por suicídio padronizada por idade em Goiás passou de 5,56 para 9,43 óbitos por 100 mil habitantes entre 2010 e 2021, aumento de 69,6%.
Levantamento baseado no Sistema de Informações sobre Mortalidade identificou 3.252 mortes por suicídio em Goiás entre 2019 e 2023, sendo 712 óbitos em 2022 e 711 em 2023. No período analisado, 77,1% das mortes ocorreram entre homens. Pessoas de 20 a 39 anos representaram 44,2% dos óbitos, enquanto a faixa etária de 40 a 59 anos correspondeu a 31%.
Atenção às situações de autolesão
As lesões autoprovocadas estão entre os eventos acompanhados pelos serviços de saúde. Boletim da SES-GO registrou 5.814 notificações em 2022, incluindo automutilações e tentativas de suicídio. Cerca de 71% das notificações ocorreram entre mulheres, 61,4% envolveram pessoas de 20 a 59 anos e 33,8%, adolescentes de 10 a 19 anos. Em 44,1% dos registros havia informação sobre ocorrência anterior de autolesão.
Segundo a superintendente de Políticas e Atenção Integral à Saúde, Lígia Duarte, nem toda autolesão envolve intenção de morrer, mas o padrão reforça a necessidade de acompanhamento contínuo, especialmente entre adolescentes, e de maior articulação entre saúde, famílias e escolas. A superintendente destaca ainda que o suicídio é um fenômeno multicausal, que não pode ser atribuído isoladamente a um diagnóstico ou a um acontecimento específico.
Onde buscar atendimento
A Unidade Básica de Saúde (UBS) é uma das principais portas de entrada para pessoas que apresentam sintomas de depressão, ansiedade ou sofrimento emocional que interferem na rotina. A partir da avaliação da equipe, o usuário pode ser acompanhado na própria unidade ou encaminhado para outro serviço da rede. Os CAPS são referência para casos de sofrimento psíquico intenso e oferecem acompanhamento multiprofissional, além de apoio às famílias.
Em situações graves ou de risco imediato, a orientação é procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou pronto-socorro. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo telefone 192. O Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo telefone 188, oferece apoio emocional gratuito, 24 horas por dia, embora o serviço não substitua o atendimento de emergência em situações de risco imediato.

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