A SBE, apresentou na audiência pública, realizada em Formosa na terça-feira, dia 24/11, severas críticas ao Estudo de Impacto Ambiental elaborado pela empresa de mineração para construção de fábrica de cimento.
Foto: Reprodução/Internet - Massa de cimento
A Sociedade Brasileira de Espeleologia - SBE, organização da sociedade civil dedicada há quase 50 anos à pesquisa científica e preservação das cavernas brasileiras, apresentou na audiência pública, realizada em Formosa na terça-feira, dia 24/11, severas críticas ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) elaborado pela empresa de mineração para construção de fábrica de cimento. 

O representante da SBE presente à audiência citou erros metodológicos, que classificou de "grotescos", cometidos pela empresa no levantamento e classificação das diversas cavidades existentes na área do empreendimento. Segundo ele, esses erros podem colocar em risco a segurança de importantes cavernas que compõem o patrimônio espeleológico nacional. A intervenção da SBE foi logo em seguida ao técnico do IBAMA, que compunha a mesa de trabalho do evento, haver elogiado os estudos espeleológicos da empresa.

Na segunda-feira passada, um dia antes da audiência, a entidade havia encaminhado parecer ao Ministério Público de Goiás (MP-GO), apontando "graves falhas no EIA e nos estudos espeleológicos" que deveriam ser levados em consideração. Por sua vez, o MP já enviara à SECIMA - órgão ambiental de Goiás - recomendação para que a audiência fosse cancelada em virtude de que a população, nem aquele Ministério, tiveram tempo hábil para analisar o estudo ambiental do projeto. Recomendou, ainda, à SECIMA que suspendesse a licença prévia concedida à mineradora, por ter sido concedida antes e não somente após a audiência pública, conforme determinam as normas legais. Como a recomendação do MP não tem força coercitiva, o órgão ambiental resolveu manter a audiência e a licença prévia.

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