Anunciado pela governadora Celina Leão, o equipamento promete atendimento integral com capacitação de equipes e oferta de insumos para toda a rede pública de saúde

O Distrito Federal terá um centro de referência dedicado ao atendimento de mulheres no climatério, fase de transição hormonal que marca o fim da vida reprodutiva feminina. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (4) pela governadora Celina Leão, que escolheu o segundo piso da Rodoviária do Plano Piloto como sede do novo equipamento público de saúde.

A localização não foi por acaso. Segundo a governadora, a centralidade do espaço e o intenso fluxo de pessoas foram determinantes na decisão. "Pensamos primeiro no metrô, depois recebi a sugestão de que tínhamos um espaço aqui na rodoviária, porque esse é um espaço central", explicou.

O centro terá caráter irradiador: além de oferecer atendimento especializado no local, vai estruturar protocolos e treinamentos para as unidades básicas de saúde (UBSs) de todo o DF. "A ideia é ter um centro de referência, mas que isso se irradie também para toda a nossa rede pública de saúde, onde a mulher possa buscar um atendimento com excelência", afirmou Celina Leão.

Tratamento e acolhimento
A iniciativa prevê ampliação do acesso a tratamentos adequados, incluindo medicamentos e terapias hormonais quando indicadas, além da disponibilização de insumos e qualificação dos profissionais de saúde que atuam nas UBSs. Para a governadora, a proposta vai além da medicina: "As mulheres vão se sentir acolhidas, e eu tenho certeza que isso vai virar referência de políticas públicas."

O que é o climatério
O climatério costuma ter início entre os 40 e 45 anos e pode se estender até por volta dos 65. O período compreende a pré-menopausa, a menopausa, definida pela última menstruação, e a pós-menopausa, que dura em média cinco anos. A fase é marcada pela redução na produção dos hormônios sexuais femininos e por sintomas que variam de mulher para mulher: ondas de calor, alterações de humor e distúrbios do sono são os mais comuns, embora algumas atravessem esse ciclo sem impactos expressivos.

No Sistema Único de Saúde (SUS), o acompanhamento clínico é recomendado para orientar, acolher e, quando necessário, tratar os sintomas e preservar a qualidade de vida das pacientes.

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