DF Legal já mapeou quase 500 pontos críticos na capital; primeiro balanço registra 44 pessoas que aceitaram tratamento e internação voluntária.

A governadora Celina Leão reuniu representantes de diversas secretarias do Governo do Distrito Federal para anunciar o Programa de Monitoramento de Pessoas em Situação de Rua. A iniciativa tem como objetivo identificar pontos críticos, ampliar o atendimento social e oferecer alternativas para quem deseja deixar as ruas.

Segundo a governadora, o DF Legal já identificou quase 500 pontos considerados críticos em diferentes regiões administrativas. Em duas semanas de trabalho, as equipes do governo monitoraram 247 locais. "Estamos realizando o monitoramento de pessoas em situação de rua em todo o Distrito Federal. Com o apoio de todas as secretarias responsáveis, o DF Legal mapeou quase 500 pontos críticos", afirmou Celina Leão.

Os primeiros resultados do programa mostram que 44 pessoas aceitaram tratamento e internação voluntária, enquanto outras 22 manifestaram interesse em retornar aos seus locais de origem.

A iniciativa ganha relevância diante do crescimento dessa população no Distrito Federal. O 2º Censo Distrital, realizado pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) em janeiro de 2025, identificou 3.521 pessoas em situação de rua, contra 2.938 registradas em 2022, alta próxima de 20%. A maior concentração está no Plano Piloto, com 897 pessoas, equivalente a 25,5% do total, seguido por Ceilândia, com 719 pessoas (20,4%), e Taguatinga, com 307 (8,7%). Juntas, essas três regiões concentram mais da metade da população em situação de rua do DF.

Diante desse cenário, o atendimento a essa população passou a ocupar espaço prioritário nas ações sociais do governo Celina Leão. A estratégia reúne as áreas de assistência social, saúde, segurança e trabalho, entre outros órgãos, combinando acolhimento, tratamento, reinserção social e recuperação dos espaços públicos.

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