Inaugurado em 2023 com investimento de R$ 13 milhões, espaço projetado em 1975 pelo paisagista Roberto Burle Marx se tornou ponto de encontro e novo destino turístico na capital federal
Quase 50 anos separam o sonho da realidade. Em 1975, o paisagista Roberto Burle Marx — um dos nomes fundadores de Brasília, ao lado de Juscelino Kubitschek, Oscar Niemeyer e Lucio Costa — projetou um jardim com árvores, pontes e espelhos d'água para integrar a Rodoviária do Plano Piloto à Torre de TV. A ideia ficou engavetada por quase cinco décadas. Em 2023, finalmente saiu do papel.
O Jardim Burle Marx foi entregue à população com investimento de R$ 13 milhões do Governo do Distrito Federal, viabilizados por meio do Banco de Brasília (BRB), com apoio da Novacap e da Companhia Energética de Brasília (CEB). As obras integram um pacote de intervenções na região da Torre de TV que, no total, recebeu aporte de R$ 20 milhões.
Dois anos após a inauguração, o espaço já é parte do cotidiano de quem circula pela área central da capital. A comerciante Zelma Cantuária, 65 anos, resume a transformação com uma comparação direta. Antes do jardim, segundo ela, a área era lamaçenta e inóspita. Hoje, nas palavras dela, está "cinco estrelas". O marido, Luiz Graciano, 62, comerciante na feira da Torre de TV, vai além: diz ter notado crescimento nas vendas da lanchonete do casal após a inauguração. "O pessoal vem para ver, aproveita e dá uma passada por aqui também", afirma.
Para além da estética, o jardim mudou o clima — no sentido literal. Igor Carvalho, diretor de Aprovação e Licenciamento da Administração Regional do Plano Piloto, explica que a área era árida e hostil ao pedestre. Com a vegetação, surgiu um microclima mais ameno e um convite à permanência. "Hoje, quando uma pessoa está indo da Torre de TV para a rodoviária pegar um ônibus, você tem um espaço onde ela pode sentar, relaxar, aproveitar um pouco", diz.
A posição geográfica privilegiada — no centro geográfico e simbólico de Brasília — transformou o jardim também em atração para visitantes. O secretário de Turismo do DF, Bernardo Antunes, afirma que o espaço qualifica a experiência de quem vem à capital e se integra ao patrimônio urbanístico e arquitetônico da cidade, que vive, segundo ele, um "momento muito positivo no turismo".
O produtor cultural Fernando Gomes, 43, veio de Canela (RS) a trabalho e aproveitou para revisitar a região. Ele já havia estado no local em 2018, antes das obras. "É muito bacana voltar depois e ver que está mais bonito", diz.
Com o jardim, Brasília honra, com décadas de atraso, a visão de um dos seus criadores — e ganha, finalmente, o espaço verde que Burle Marx imaginou para o coração da capital.
Quase 50 anos separam o sonho da realidade. Em 1975, o paisagista Roberto Burle Marx — um dos nomes fundadores de Brasília, ao lado de Juscelino Kubitschek, Oscar Niemeyer e Lucio Costa — projetou um jardim com árvores, pontes e espelhos d'água para integrar a Rodoviária do Plano Piloto à Torre de TV. A ideia ficou engavetada por quase cinco décadas. Em 2023, finalmente saiu do papel.
O Jardim Burle Marx foi entregue à população com investimento de R$ 13 milhões do Governo do Distrito Federal, viabilizados por meio do Banco de Brasília (BRB), com apoio da Novacap e da Companhia Energética de Brasília (CEB). As obras integram um pacote de intervenções na região da Torre de TV que, no total, recebeu aporte de R$ 20 milhões.
Dois anos após a inauguração, o espaço já é parte do cotidiano de quem circula pela área central da capital. A comerciante Zelma Cantuária, 65 anos, resume a transformação com uma comparação direta. Antes do jardim, segundo ela, a área era lamaçenta e inóspita. Hoje, nas palavras dela, está "cinco estrelas". O marido, Luiz Graciano, 62, comerciante na feira da Torre de TV, vai além: diz ter notado crescimento nas vendas da lanchonete do casal após a inauguração. "O pessoal vem para ver, aproveita e dá uma passada por aqui também", afirma.
Para além da estética, o jardim mudou o clima — no sentido literal. Igor Carvalho, diretor de Aprovação e Licenciamento da Administração Regional do Plano Piloto, explica que a área era árida e hostil ao pedestre. Com a vegetação, surgiu um microclima mais ameno e um convite à permanência. "Hoje, quando uma pessoa está indo da Torre de TV para a rodoviária pegar um ônibus, você tem um espaço onde ela pode sentar, relaxar, aproveitar um pouco", diz.
A posição geográfica privilegiada — no centro geográfico e simbólico de Brasília — transformou o jardim também em atração para visitantes. O secretário de Turismo do DF, Bernardo Antunes, afirma que o espaço qualifica a experiência de quem vem à capital e se integra ao patrimônio urbanístico e arquitetônico da cidade, que vive, segundo ele, um "momento muito positivo no turismo".
O produtor cultural Fernando Gomes, 43, veio de Canela (RS) a trabalho e aproveitou para revisitar a região. Ele já havia estado no local em 2018, antes das obras. "É muito bacana voltar depois e ver que está mais bonito", diz.
Com o jardim, Brasília honra, com décadas de atraso, a visão de um dos seus criadores — e ganha, finalmente, o espaço verde que Burle Marx imaginou para o coração da capital.

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