Tecnologia monitora em tempo real consultas, exames e cirurgias da rede pública; governadora anuncia 20 mil procedimentos contratados e cobra atualização de cadastros nas UBSs

O Governo do Distrito Federal (GDF) apresentou, na quarta-feira (10), um painel tecnológico capaz de monitorar em tempo real as filas de espera da saúde pública do DF. A ferramenta, instalada no gabinete da governadora Celina Leão, cruza dados de consultas, exames e procedimentos cirúrgicos da rede pública e orienta a tomada de decisões da Secretaria de Saúde (SES-DF). O sistema foi demonstrado a prefeitos comunitários do Plano Piloto.

Com o recurso, a gestão afirma conseguir identificar rapidamente onde estão os gargalos do sistema, planejar a abertura de vagas e priorizar os casos de maior complexidade. "Com esse painel eu acompanho, de dentro da minha sala, todos os dados da saúde pública", disse Celina Leão durante a apresentação.

20 mil cirurgias contratadas
A governadora aproveitou o evento para divulgar os números do programa Opera-DF, iniciativa do GDF voltada à redução da fila de cirurgias eletivas. Segundo ela, 20 mil procedimentos já foram contratados via editais públicos. Do total, cerca de 10 mil pacientes foram convocados para consulta pré-operatória e aproximadamente 3 mil já passaram pela cirurgia.

"São decisões tomadas em cima de dados, de priorização de recursos e de planejamento. Fizemos várias ações, como o SUS-DF e o Opera-DF, para agilizar cirurgias eletivas e reduzir o tempo de espera da população", afirmou a governadora.

Os próprios hospitais parceiros estão conduzindo os exames e avaliações pré-operatórias — incluindo risco cardíaco e avaliação cirúrgica —, o que, segundo o GDF, contribui para acelerar o processo de agendamento e reduzir o tempo até o procedimento.
Perfil dos pacientes na tela

O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, explicou que o painel vai além de simples contagens de fila. A plataforma permite visualizar o perfil epidemiológico dos pacientes em espera: faixa etária, sexo e nível de complexidade do caso. Com isso, a secretaria consegue identificar quais grupos demandam atenção prioritária e distribuir melhor os recursos disponíveis.

"Conseguimos visualizar quantos pacientes aguardam cirurgia, o perfil epidemiológico, faixa etária, sexo e até o nível de complexidade do atendimento. Isso ajuda a planejar melhor a rede e identificar quais pacientes podem precisar de cuidados mais específicos", disse Lacerda.
Cadastro desatualizado atrasa atendimento

Um dos principais obstáculos identificados pelo GDF na operacionalização dos novos contratos é a dificuldade de contatar pacientes cujos dados estão desatualizados nas unidades básicas de saúde (UBSs). Celina Leão fez um apelo direto à população.

"Nós estamos chamando pacientes para cirurgias já contratadas, e muitas vezes não conseguimos contato porque o cadastro está desatualizado", alertou. A recomendação é que os moradores do DF compareçam à UBS mais próxima para atualizar telefone e demais informações de contato.

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