Novo complexo vai centralizar atendimento hoje disperso em vários hospitais e posicionar o Distrito Federal como referência nacional na área

O Governo do Distrito Federal lançou nesta sexta-feira (26) o edital de licitação para a construção do novo Bloco de Doenças Raras do Hospital de Apoio de Brasília (HAB), no Noroeste. A ordem de serviço foi assinada pela governadora Celina Leão, que autorizou um investimento de até R$ 36.897.301,22 na obra. Estima-se que cerca de 13 milhões de pessoas convivam com doenças raras no Brasil, das quais aproximadamente 150 mil estão no DF.

O novo bloco terá área construída de 4.005,72 m² e será dividido em três pavimentos. O andar semienterrado concentrará consultórios e salas de infusão. O térreo abrigará laboratórios especializados, recepção de amostras, área administrativa e auditório. O pavimento técnico ficará reservado aos equipamentos que garantem o funcionamento da unidade.

A contratação seguirá o regime integrado, no qual uma única empresa será responsável por todas as etapas: elaboração dos projetos básico e executivo, execução da obra e instalação de equipamentos. A Novacap conduzirá o processo licitatório e a execução.

Entre os serviços previstos estão genética clínica, biologia molecular, citogenética, oncogenética, neurogenética, tratamento de doenças metabólicas e triagem neonatal ampliada, além de atendimento multiprofissional especializado.

A Unidade de Genética do HAB já é habilitada pelo Ministério da Saúde como Serviço de Referência em Doenças Raras e é o maior centro de triagem neonatal da América Latina, com diagnóstico de 62 doenças. A limitação de espaço físico, no entanto, obriga o hospital a depender de outras unidades da rede pública para complementar o atendimento. Com o novo bloco, esses serviços serão centralizados em um único local, reduzindo deslocamentos dos pacientes e qualificando os fluxos de atendimento.

Visivelmente emocionada na cerimônia de assinatura, Celina Leão lembrou que destinou recursos para a obra ainda quando exercia o mandato de deputada federal. "Se minha vida pública terminasse hoje, teria valido a pena", afirmou a governadora.

O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, destacou o potencial científico da nova estrutura. Segundo ele, o bloco vai fomentar novas linhas de tratamento e pesquisas que poderão gerar medicamentos para o Brasil e para o mundo.

O diretor do HAB, Alexandre Lira, comemorou o avanço. "Somos o maior da América Latina, não só do Brasil. Estamos na referência mundial. Agora, com um centro de referência, a gente vai dar o diagnóstico e tratar esses pacientes aqui dentro do hospital", disse.

Na mesma ocasião, a governadora inaugurou a nova sala de densitometria óssea do HAB, equipamento que reforçará o diagnóstico de osteoporose e doenças metabólicas para pacientes do DF e do Entorno.

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