Em participação no programa Vozes da Comunidade deste sábado (16), o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, fez um balanço de sua trajetória política, de sua atual rotina e do legado de infraestrutura e saúde deixado para a população do DF. Durante a entrevista, Ibaneis revelou como divide seu tempo hoje e trouxe números expressivos sobre as realizações de seu governo.

Atualmente dividindo-se entre a advocacia e a política, Ibaneis compartilhou que mantém uma agenda ativa de vistorias pelo Distrito Federal, dedicando dois dias da semana para acompanhar de perto o resultado de seus esforços no Executivo.

Segundo o ex-governador, o volume de entregas superou as expectativas iniciais do mercado e da própria equipe: "E tem dia que eu boto três cidades, só dou conta de fazer duas, porque é tanta coisa, é tanta coisa... Não foram mais de 1.500 obras, foram 3.270 obras entregues ao longo desses 7 anos e 3 meses", disse.

A saúde pública foi um dos temas centrais da entrevista. Ibaneis relembrou os severos desafios impostos pela crise sanitária global e explicou como a sua gestão precisou remanejar o orçamento público para salvar vidas, o que acabou impactando o cronograma de grandes construções.

"Nós tivemos um período muito triste da vida mundial, que foi o período da pandemia. Então o dinheiro que era para construir os hospitais, nós tivemos que encaminhar para a atenção a esses pacientes da Covid", pontua Ibaneis.

Apesar das adversidades, o ex-governador destacou uma expansão histórica no número de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Ao assumir o governo, o DF contava com apenas 6 UPAs. Em sua gestão, foram construídas mais 7 unidades, e outras 7 foram deixadas em andamento para a atual governadora, Celina Leão, com previsão de entrega ainda para este ano.

Com a diminuição da pandemia, os projetos de novos hospitais regionais foram retomados. Ibaneis citou o lançamento das obras dos hospitais do Recanto das Emas, do Guará e de São Sebastião. Atualmente, esses complexos enfrentam uma fase de análise técnica e jurídica no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). "Esses estão um pouco mais atrasados porque corre um processo no Tribunal de Contas do Distrito Federal, onde conselheiro, que é uma pessoa que nós temos todo o apreço, tem feito uma análise minuciosa, e eu espero que ele solte o mais rápido possível porque a população clama por mais saúde no Distrito Federal", frisa.

Unidades Básicas de Saúde: Mais de 30 UBSs foram entregues à comunidade.
Aumento de Cirurgias: Uma ampla reformulação promovida dentro do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IGESDF) alavancou o número de procedimentos cirúrgicos tanto no Hospital de Base quanto no Hospital de Santa Maria.
Pediatria nas UPAs: Uma das principais inovações destacadas foi a inclusão de atendimento pediátrico nas UPAs, um serviço que, segundo ele, não existia anteriormente nessas unidades.

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