Com 65 veículos, 30 linhas e integração ao metrô e ao BRT, o transporte de vizinhança consolida sua presença na periferia da capital

BRASÍLIA. O que começou como um serviço experimental de vizinhança tornou-se uma referência na mobilidade do Distrito Federal. Os ônibus zebrinhas já atendem 15 regiões administrativas, operam 30 linhas com 65 veículos e registram mais de 21,8 mil embarques diários, número que inclui a integração com o metrô, o BRT e o programa Vai de Graça.

Em dias úteis, os veículos cumprem 621 viagens. Aos sábados são 218 e, aos domingos, 114. O crescimento é resultado da aposta em ônibus de menor porte, capazes de adentrar quadras e ruas internas que os coletivos convencionais não alcançam com a mesma regularidade.

"Por serem veículos menores, eles conseguem circular com mais facilidade nas vias internas das cidades. Isso deixa as viagens mais rápidas e aproxima o transporte público da população", explicou Márcio Antônio de Jesus, subsecretário de Operações da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF).

A expansão mais recente incluiu Guará, Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia, Vicente Pires, Itapoã Parque, Paranoá Parque, São Sebastião e Arniqueira. A merendeira Elivania Soares, moradora do Riacho Fundo II, é uma das que sentem a diferença. Ela usa o zebrinha para chegar ao metrô e seguir ao trabalho no Guará. Segundo ela, o serviço é mais ágil que os coletivos tradicionais e elimina o transtorno da catraca com cobrador.

Quatro áreas, uma rede

A operação está dividida em quatro áreas. A Área 1, sob responsabilidade da Piracicabana, reúne dez linhas que conectam Asa Sul, Asa Norte, Esplanada, Vila Planalto, Cruzeiro, Octogonal e Sudoeste, com cerca de 5,7 mil passageiros diários. A Área 2, da Pioneira, cobre aeroporto, Park Way, Itapoã Parque e Paranoá Parque, com média de 7,2 mil usuários por dia. A Área 4, operada pela Marechal, é a de maior demanda: cerca de 8,5 mil passageiros transitam diariamente por Guará, Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia, Colônia Agrícola de Samambaia e Arniqueira. Em Vicente Pires, a linha 0.005 da BsBus registra aproximadamente 350 acessos diários desde novembro do ano passado.

No Guará, a linha 0.009 tornou-se símbolo da integração urbana ao conectar o Guará I e II ao ParkShopping e ao Aeroporto Internacional de Brasília, atendendo em torno de 1,2 mil passageiros por dia. Para o administrador regional do Guará, Artur Nogueira, a capilaridade dos zebrinhas é o grande diferencial: eles chegam onde os ônibus maiores têm dificuldade de atuar, aproximando moradores de hospitais, comércio e estações de metrô.


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