Programas de fornecimento de água, expansão da rede de esgoto, drenagem urbana e inclusão social firmam o DF como um modelo no Brasil, impulsionando o crescimento urbano nos últimos anos.

O Distrito Federal obteve a primeira posição no ranking nacional referente ao Índice Confea de Infraestrutura do Brasil, conhecido como Infra-BR, revelado nesta semana pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). A capital do país obteve uma nota média de 74,67 nos critérios analisados. Completam o topo da lista São Paulo, com 68,49, e Rio de Janeiro, com 65,84.

Seis critérios foram analisados, dos quais o DF alcançou o melhor desempenho em três: mobilidade; meio ambiente e resiliência; e saneamento básico. Os outros critérios foram: energia e conectividade; água; e bem-estar social e cidadania. Em todos, a capital do Brasil figurou entre as melhores colocações, ficando em segundo lugar na categoria água, superada apenas por São Paulo por três décimos.

Segundo o Confea, o Infra-BR foi desenvolvido em colaboração com a equipe do IPS-Brasil, inspirado na metodologia da American Society of Civil Engineers (Asce). Ele oferece um panorama completo da infraestrutura brasileira, avaliando todas as 27 unidades da Federação.

O destaque no ranking nacional é resultado de iniciativas tomadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) desde 2019. Entre essas, diversos programas voltados para infraestrutura e saneamento básico, centrados na universalização dos serviços, ampliação de redes em áreas vulneráveis e otimização da drenagem urbana.

Aumentar a capacidade de tratamento de esgoto é essencial para um bom desempenho nas avaliações de saneamento básico. O GDF, principalmente através da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), fez investimentos visando alcançar 99% de cobertura de água e 95% de esgoto no DF.

No setor de saneamento básico, um dos principais focos do governo é o aumento da infraestrutura de água e esgoto nas áreas em processo de regularização urbana, através de iniciativas como o Água Legal. Lançado em 2019, esse projeto fornece acesso à água potável e à rede de esgoto em comunidades de interesse social, beneficiando mais de 36 mil pessoas e contando com investimentos superiores a R$ 30 milhões.

Outro projeto significativo é o saneamento integrado do bairro Santa Luzia, na Estrutural. Esta obra contempla a instalação de redes de água e esgoto, drenagem, pavimentação e iluminação pública, atingindo cerca de 20 mil residentes. O investimento neste projeto é de aproximadamente R$ 85 milhões, financiado pelo Programa Saneamento para Todos — FGTS.

Já a ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Recanto das Emas, que representa um investimento de R$ 274 milhões, possibilitará que novas unidades habitacionais previstas no programa Morar Bem sejam atendidas.

Segurança hídrica
Outra área de investimento é a segurança hídrica do Distrito Federal, que recebeu um foco maior após a crise de abastecimento que resultou em racionamento em 2017. Inaugurada em 2025 com um aporte de R$ 100 milhões, a nova adutora Corumbá–Jardim Botânico integra essas iniciativas, ampliando o fornecimento nas regiões de São Sebastião, Jardim Botânico e Jardins Mangueiral. O Sistema de Abastecimento de Água Norte abrange a adutora Taquari e a elevatória do Lago Norte, com aproximadamente R$ 135 milhões investidos. Essa estrutura aumenta a disponibilização de água para Sobradinho I e II, Grande Colorado, Lago Norte e Taquari.

Além disso, existem iniciativas focadas na manutenção e melhoria da infraestrutura urbana. Grande parte delas é gerida através do programa GDF Presente, que opera continuamente na reabilitação de ruas, pavimentação, conservação de meio-fio, iluminação e serviços de manutenção em todas as regiões administrativas.

Drenar DF
Os investimentos em infraestrutura urbana também se direcionam para a captação de águas pluviais. O programa Drenar DF, que começou em 2025, se estabeleceu como o maior sistema de drenagem na história de Brasília e concentra projetos de ampliação da rede de drenagem para minimizar alagamentos e erosões em regiões urbanas.

Como parte dessa estratégia, o governo destinou mais de R$ 240 milhões à construção de 40 bacias de contenção, estruturas criadas para reter temporariamente grandes volumes de água da chuva e diminuir a pressão sobre o sistema de drenagem.

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